Deixe o verde perto!
Florestas, árvores, jardins e até mesmo plantas ornamentais têm um papel fundamental na vida do ser humano. É óbvio para alguns, mas não para todos. Nós pertencemos à natureza, e não é estranho que sejamos mais felizes e bem sucedidos quando estamos próximos a ela. Mas, para aqueles que insistem em separar o homem do seu habitat natural e duvidam do poder do verde, aqui vai um relatório completo com pesquisas realizadas em várias partes do mundo para comprovar essa premissa. Veja como estar na natureza é fundamental para nossa saúde física, mental e social.
Em áreas urbanas as plantas:
• Reduzem os gastos com aquecimento e resfriamento.
• Reduzem erosão.
• Filtram poluentes.
• Reduzem a quantidade de dióxido de carbono da atmosfera. (Coder: 1996)
Plantas dentro de casa:
• Removem toxinas do ar que ameaçam a saúde humana, incluindo formaldeído, tolueno, e benzeno. (Wolverton et al., 1984; 1989; Darlington et al., 2001; Wood et al., 2002)
• Ajudam a manter a umidade em níveis confortáveis. (Lohr 1992a, 1992b)
• Reduzem a poeira do ar. (Lohr and Pearson-Mims, 1996)
• Reduzem a quantidade de esporos e micróbios do ar. (Wolverton and Wolverton, 1993)
Nas comunidades:
• Estimulam jardins comunitários e aproxima os vizinhos. (Blair et al. 1991).
• Jardins comunitários promovem uma vizinhança mais unida, confiante e, com isso, reduz a discriminação racial (Feenstra, et al. 1999).
• Em locais públicos, paisagens verdes promovem funcionamento social saudável, melhoram as relações interpessoais e diminuem as agressões físicas e verbais (Kuo et al., 1996).
• Idosos reforçam seu senso de comunidade quando têm acesso a espaços com área verde (Kweon et al., 1998).
• Os pais supervisam melhor seus filhos e existem menos propensão a agressões quando há paisagens verdes (Taylor, et al., 1998).
• Espaços verdes facilitam atividades que promovem desenvolvimento saudável das crianças (Coley, et al., 1997; Taylor et al., 1998).
• Vandalismo, lixo, pichação e crime são menos comuns em locais com paisagens verdes abundantes (Kuo and Sullivan, 1996; 2001).
• O estresse no trânsito é menor quando o motorista dirige por paisagens verdes ao invés de dirigir em ruas com árvores alinhadas (Parsons et al., 1998).
Na nossa dieta:
• Jardins comunitários são associados com aumento de segurança e qualidade dos alimentos (Butler and Maronek, 2002).
• Plantar sua própria comida pode reduzir os custos com alimentação e aumentar o ar fresco no seu pulmão (Blair et al., 1991).
• Crianças que participam de seus próprios jardins conhecem mais sobre os alimentos e consomem mais vegetais (Pothukucki and Bickes, 2001).
• Curriculos escolares que combinam jardinagem com nutrição melhoram a aceitação de lanches com frutas e vegetais. (Lineberger, 1999).
Para cada pessoa:
• As pessoas são mais relaxadas quando vivem em locais com paisagem natural do que em cenas urbana (Ulrich and Simons, 1986).
• A presença de plantas em um quarto aumenta a atenção e reduz o stress (Lohr, et al., 1996).
• A performance de estudantes é melhor quando a vista do quarto é dominada por plantas ao invés de construções pavimentadas (Tennessen and Cimprich, 1995).
• Fazer jardinagem por 45 minutos queima tantas calorias quanto 30 minutos de exercício aeróbico (Taylor, 1990).
• Em um estudo comparando os efeitos de diferentes formas de exercícios na densidade dos ossos, a jardinagem ficou em segundo lugar atrás apenas do treinamento com peso (Turner, et al., 2002).
• Pacientes haspitalares se recuperam mais rápido e tem menos dor quando seu quarto tem vista para árvores (Ulrich, 1984).
• Pacientes de Alzheimer tratados em espaços naturais exibem menos acessos violentos do que aqueles que são tratados somente em locais fechados (Mooney and Nicell, 1992).
• Crianças com distúrbio de deficit de atenção se concentram melhor quando estão em locais naturais e verdes. E 10% das que não respondem a medicações mostram redução significatica dos sintomas após atividades em ambientes naturais (Taylor et al., 2001).
Bibliografia / Literatura Citada
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Additional Sources:
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