dez 8 09

O Ecocentro estará fechado durante as chuvas

por Ecocentro IPEC

10 anos de Sustentabilidade! Ao final deste ano o Ecocentro completa 10 anos!

Conforme afirmam André Soares e Lucia Legan, os fundadores do Ecocentro IPEC:

“Quando se fala em sustentabilidade, 10 anos é uma vitória neste clima de mudança. E o futuro promete! Os cursos e eventos do Ecocentro trouxeram inspiração e mudança direta para as vidas de quase 10 mil pessoas. Sem contar os impactos imensuráveis no comportamento de tantos que agora discutem a possibilidade de uma vida sustentável com mais convicção.”

Lucia Legan, autora do livro “A Escola Sustentável”, que está revolucionando a educação ambiental no Brasil, acredita que a educação será a base para deflagrar um despertar coletivo para os valores humanos e ecológicos. “Nós acreditamos num futuro verde, harmônico e abundante de experiências positivas. Por isto estamos interrompendo todas as atividades de visitação, cursos e eventos até Março de 2010. Nós vamos hibernar! Mas será sono prolífico. Uma hibernação para reflexão. E vamos acordar para uma nova realidade de sonhos realizados”, conclui.

Em sua convicção inabalável, André Soares, o designer do Ecocentro, continua otimista: “A próxima década vai estabelecer o futuro da humanidade. É a década do Design consciente. Vamos aprender que somos todos designers e temos a opção de planejar e construir nossas vidas para a qualidade, com equilíbrio e justiça. Neste intervalo vamos olhar para a terra e perguntar: como podemos cooperar com a vida? Como podemos contribuir para um mundo ideal? Onde podemos aperfeiçoar nosso trabalho, nossas atitudes, nossos valores? Qual o papel do Ecocentro no despertar do Brasil?”

André e Lucia prometem muita reflexão e ação: “Muita gente nos ajudou a construir esta história de 10 anos e nós somos muito agradecidos. Cometemos muitos erros e escalamos algumas montanhas com a ajuda de muita gente. Agora é hora de parar, sentar e reorientar-nos para reiniciar a navegação. Estamos perguntando a todo mundo o que fazer. Evoluir é necessário! E o nosso desejo é que 2010 seja o ano do despertar! Nossos votos de final de ano são de uma passagem tranquila e inspirada na vida!”

Visitantes que planejam conhecer o Ecocentro ou participar de algum evento podem aguardar o novo calendário em Janeiro ou esperar reabertura dos portões em Março de 2010, que virá com nova cara, novas oportunidades e novos desafios para a sustentabilidade.

nov 13 09

Lançado portal de orgânicos sem cartilha de Ziraldo

por Ecocentro IPEC

Lançado no último dia 28 de outubro, a página “Orgânicos - Entre para o mundo da vida saudável, prefira alimentos orgânicos”, no endereço www.prefiraorganicos.com.br saiu sem a cartilha de orgânicos feita por Ziraldo.

Segundo nota oficial, o endereço eletrônico registrou mais de dois mil acessos em 10 dias. Os internautas brasileiros representaram 80% das entradas, com 1.675 visitas, principalmente de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O site também despertou interesse de franceses, americanos, portugueses, alemães e italianos.  Entre os assuntos  mais procurados estão: o que são alimentos orgânicos, indicações de locais para adquirir produtos e a biblioteca multimídia.

O que o governo não conta é o porque da retirada da cartilha “O Olho do Consumidor” produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo. Criada para divulgar a criação do Selo do SISORG (Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica), ela pretendia padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor É uma ótima ferramenta para divulgar de forma simples o que são os alimentos orgânicos.

Infelizmente, a multinacional de sementes transgênicas Monsanto obteve uma liminar de mandado de segurança que impediu sua distribuição. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério da Agricultura, o link está “vazio”): http://www.agricultura.gov.br/images/MAPA/arquivos_portal/ACS/cartilha_ziraldo.pdf

Felizmente, no lugar da linda cartilha ainda há informações e incentivo ao consumo de orgânicos. Confira!

nov 13 09

Novo design de tijolo economiza água

por Ecocentro IPEC
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Tijolo inteligente para economia de água.

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Tijolo inteligente para economia de água.

Tijolo para economia de água

Tijolo inteligente para economia de água.

nov 13 09

Permacultura Social Brasileira

por Ecocentro IPEC

Visite a página da Permacultura Social Brasileira e participe:

http://permaculturabr.ning.com/

nov 13 09

São Sebastião quer gerar energia a partir do lixo

por Ecocentro IPEC

A cidade de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, vai construir uma usina de energia a partir da queima dos resíduos coletados na região, com investimentos estimados em R$20 milhões, informou a assessoria de comunicação do município. O projeto está na fase de licenciamento. Após esta etapa, deverá ser publicado um edital, em formato de parceria público-privada, no qual a empresa estará autorizada a construir e operar a usina por um período que varia entre cinco e 35 anos.

O projeto recebeu o apoio das Secretarias de Energia e Meio Ambiente do Governo do Estado.

São Sebastião optou por queimar o lixo para gerar energia em função da falta de áreas adequadas para construir aterros sanitários na faixa litorânea e na Serra do Mar, pois os terrenos são bastante íngremes.

O município produz cerca de 80 toneladas de lixo por dia, fora da temporada, e cerca de 250 toneladas/dia, durante a temporada, gastando em torno de R$5 milhões a R$6 milhões por ano para enviar seus resíduos para a cidade de Tremembé, no Vale do Paraíba.

Considerando este gasto anual, em quatro anos de operação, os custos com a implantação da usina serão recuperados.

A falta de um local adequado para a instalação de um aterro sanitário afeta, além de São Sebastião, outros três municípios do litoral norte, Caraguatatuba, Ubatuba e Ilhabela, que também enviam seus resíduos sólidos para o Vale do Paraíba. A usina em São Sebastião poderá atender essa demanda regional, informou a prefeitura.

Segundo a assessoria de imprensa de São Sebastião, o projeto será construído em módulos, permitindo a sua expansão no futuro.

As cinzas que resultarão do processo de incineração dos resíduos poderão ser aplicados em camadas asfálticas, dando um destino ao produto final da queima.

O processo de incineração do lixo gera energia elétrica com emissões mínimas de gases poluentes.

A geração de energia a partir do lixo é pouco usada no Brasil, já que existe apenas uma usina protótipo no Rio de Janeiro,operada pela empresa Usinaverde S.A., que queima 30 toneladas de resíduos por dia e gera cerca de 440kW/h.

No mundo, se queima cerca de 20% dos resíduos sólidos para gerar energia.

Fernanda Dalla Costa - Revista Sustentabilidade

nov 13 09

Redes capturam água da névoa em Lima

por Ecocentro IPEC

Elas parecem enormes redes abandonadas de voleibol olhando em direção ao Oceano Pacífico em um dos vários morros de Lima, capital do Peru.

Elas começaram há dois anos como um experimento e agora são a salvação de alguns dos residentes mais pobres de Lima. A capital do Peru recebe apenas uma média de 40 mm de chuva por ano, mas o que não cai em chuva, compensa em névoa. Durante nove meses do ano, a maior parte da costa da cidade fica coberta da névoa vinda do mar. Essas enormes redes são usadas para capturá-la.

As redes capturam a névoa em um plástico duro em as gotas caem em uma espécie de sarjeta que corre abaixo e escorre para tanques do tamanho de piscinas localizadas mais abaixo do morro.

Usando quatro dessas estruturas simples de 8mx4m, a comunidade de Bellavista, incrustada no pé do morro dos Andes no distrito de Villa Maria Del Triunfo, consegue coletar cerca de 240 litros de água toda noite e um número similar durante o dia.

“Essas redes de névoa melhoraram a nossa qualidade de vida. Agora podemos plantar vegetais para as nossas famílias e usar a umidade da névoa que antes era desperdiçada no lugar de comprar água”, diz Noe Neira Tocto.

Os vegetais plantados ajudam a alimentar famílias de baixa-renda, mas eles ainda têm que comprar água para uso doméstico como lavagem de roupa e cozinha, diz ele. Os moradores também estão cultivando Tara, uma fruta que contém o tingimento usado no tratamento de couro.

A comunidade espera que o dinheiro ganho com a venda da fruta possa pagar a manutenção das redes. “Nosso sonho é capturar água boa para beber”, diz ele.

Apesar de viverem no subúrbio da cidade, os moradores de Bellavista são todos de áreas rurais que migraram para Lima a procura de trabalho. Os mais recém chegados recebem terra mais acima do morro, que não é conectada com a rede municipal de água. A vida de fazenda é natural para residentes como Olga Arce, que migrou para Lima há duas décadas. “Todo mundo aqui é originalmente do campo. Para todos é natural plantar e todos temos nossas hortinhas”, diz ela.

Milhares de peruanos ainda migrarão para a cidade com a mudança de clima que já está mudando o ritmo das estações nos Andes.

Peru, com 70% das geleiras tropicais do mundo, é um dos países mais vulneráveis a mudança climática. Com a diminuição das geleiras, há cada vez menos água derretendo para os rios que suprem a costa árida, onde mora mais de três quartos da população. Modelos de mudança climática prevêm, que eles irão desaparecer eventualmente.

O crescimento caótico de Lima também é outro perigo para o já atual problema com a água. A população da cidade de 8.5 milhões dobrou nos últimos 30 anos. É uma das maiores cidades deserto do mundo e mais de um quarto dos seus habitantes não têm saneamento básico.

Da BBC News

out 22 09

Casa de bonecas sustentável

por Ecocentro IPEC
Aproveitando o fato de que as crianças aprendem observando as atitudes dos adultos e pretendendo contribuir para um futuro menos complicado ambientalmente (será possivel???), a Plan Toys, empresa tailandesa de brinquedos educativos, acaba de lançar uma casa de bonecas sustentável.

A Green Dollhouse é feita de madeira de reflorestamento, e além de estar equipada de itens obrigatórios de qualquer casinha de bonecas, como quartos, sala e cozinha, também conta com uma turbina eólica, um painel solar, um coletor de água de chuva, uma fachada verde que regula a temperatura da casa de acordo com o tempo e uma composteira. Além disso, a madeira que sobra da construção da casa é usada na fabricação das mesas, cadeiras, camas e outros tantos acessórios de uma casa. A idéia da empresa é educar os adultos do futuro para uma visão mais clara de como podemos aproveitar melhor os recursos naturais.

Segundo o portal espanhol El Dictamen Online, o brinquedo vai custar cerca de U$ 240, (cerca de R$ 420), o que a torna inviável para a maioria das meninas brasileiras, mas é uma ótima opção para escolas e centros de educação ambiental, que já trabalham desde cedo conceitos de eficiência energética e reaproveitamento de recursos naturais com as crianças.

E a casa ecológica da Plan Toys não é a única nessa onde. Outras casas de bonecas com apetrechos ambientalmente corretos estão em moda lá fora. A Eco House, que pode ser encontrada na HearthSong, vem turbina eólica, painéis solares, latas para coleta seletiva e uma lambreta elétrica. A Lárchi-maison2, da Carton Chic, é feita toda em papelão reciclado. A Bamboo Sunshine Dollhouse pode ser encontrada no site Modern Lola e tem leds que acendem com energia solar (produzida pelos painéis solares do telhado) e a Modularean Eco House, desenhada pelo arquiteto David Baker,  aproveita a luz natural com paredes de vidro e clarabóia no telhado.

Com esse empurrãozinho lúdico-ecológico, as empresas esperam incutir nas crianças o conceito de que sistemas alternativos de energia são tão essenciais para um casa como são quartos, salas e cozinhas. Apesar de caras, elas são um ótimo exemplo da nova geração de casas de bonecas e uma ótima atividade educativa.

Por Fernanda Dalla Costa
Fonte: www.revistasustentavel.com.br

out 21 09

A natureza: mestra da justa medida

por Ecocentro IPEC

Por Leonardo Boff, é teólogo, escritor, professor emérito de ética da UERJ e membro da Comissão da Carta da Terra

(…) A natureza é uma realidade tão complexa que não pode ser encerrada em nenhuma definição. Ela permanece um mistério, como mistério é o ser e o nada. O que possuímos são discursos culturais sobre a natureza: das culturas ancestrais, das modernas e das várias ciências. Em nome de cada compreensão, decide-se qual é o nosso lugar nela e que tipo de intervenção é adequada ou não.

Quando contemplamos a natureza salta logo aos olhos uma medida imanente a ela que resulta não das partes tomadas isoladamente, mas do todo orgânico e vivo. Há harmonia e equilíbrio. Ela não é biocentrada como se a vida fosse tudo, mas no equilíbrio dinâmico entre vida e morte.

Para os contemporâneos a natureza resulta de um imenso processo de evolução que vai além do modelo de Charles Darwin (1809-1882) que fundamentalmente a restringia à biosfera sem incluir o cosmos. Tudo começou com o big bang num processo não linear que conhece saltos, flutuações e bifurcações. Não só se expande, mas cria e organiza possibilidades novas. Significa que as leis naturais não possuem caráter determinístico, mas probabilístico.

Os conhecimentos da termodinânica nos sinalizam que a vida e qualquer novidade no universo surge a partir de certa ruptura do equilíbrio. Essa quebra da medida é só um momento, pois provoca em seguida a auto-organização que cria um novo equilíbrio dinâmico. É dinâmico porque continuamente se refaz, não pela reprodução do equilíbrio anterior, mas pela criação de um novo. A lógica da natureza em evolução é esta: organização-desorganização-interação-nova organização. E assim sucessivamente. (…)

O ser humano deve seguir a lógica da natureza: fazer e refazer continuamente o equilíbrio. Não de uma vez por todas, mas sempre em atenção ao que está ocorrendo no ambiente, na história e nele mesmo. A justa medida muda, o que não muda, é a permanente busca da justa medida. (…)

Se esta sintonia fina com a natureza em nós e também ao nosso redor não se transformar numa cultura, então estaremos sempre às voltas com a busca da justa medida a ser encontrada e aplicada. Viveremos reconciliados conosco mesmo e com a natureza. Eis um caminho a seguir.

Leia o artigo completo: Mercado Ético.

out 17 09

Acompanhe o especial sobre o COP-15

por Ecocentro IPEC
Faltam menos de 60 dias para a COP-15, encontro que será realizado em Copenhague, capital da Dinamarca, e mobilizará líderes de 193 países, membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre o Clima, para definir o futuro do planeta. Lá, será assinado o acordo climático global que poderá impedir que a temperatura da Terra ultrapasse mais de 2º C, garantindo a sobrevivência da humanidade, hoje e no futuro.

O site Planeta Sustentável preparou um especial sobre a Convenção chamado Rumo a Copenhague, que entre os temas, discute o que pode mudar nas nossas vidas a partir das decisões tomadas por lá.

Confira!

out 13 09

Plano B para salvar a civilização

por Ecocentro IPEC

Por Ricardo Voltolini, é publisher da revista Ideia Socioambiental e diretor da consultoria Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade. Acabo de viver a rica experiência de editar o Plano B 4.0– Mobilização para Salvar a Civilização, o importante livro de Lester Brown, um dos mais notáveis pensadores mundiais da sustentabilidade.

Fundador do WorldWatch Institute, em 1974, e presidente do Earth Policy Institute desde 2001, Brown ficou conhecido pela série de relatórios “O Estado do Mundo” e também por ser um militante de ideias claras para os grandes desafios ambientais da humanidade. Nesses tempos de aquecimento global, ele tem sido um porta-voz qualificado da transição para uma economia de baixo carbono e interlocutor frequente de líderes políticos em todo o mundo.

Seu Plano B para “salvar a civilização” baseia-se em quatro metas interdependentes: estabilizar o clima e a população, eliminar a pobreza e restaurar os suportes da natureza, como água, solo e ar. Convicto de que é possível mudar, Brown se apoia em um repertório de experiências mundiais bem-sucedidas que podem ser replicadas no esforço necessário e urgente, por exemplo, de reduzir o uso de água para irrigação, melhorar a produtividade do solo para segurança alimentar, planejar cidades mais centradas nos indivíduos, reflorestar áreas degradadas, controlar a natalidade ou incorporar o custo do carbono no preço de produtos. (…)

O modelo econômico baseado no consumo de combustíveis fósseis, no carro como senhor da mobilidade e em produtos descartáveis tem, portanto, os seus dias contados. A nova economia precisará ser erigida em torno de energias renováveis, de sistemas de transporte diversificados e da ideia de reuso e reciclagem de todos os materiais. Alterar a rota é, urgente e, principalmente, viável na medida em que a humanidade dispõe de tecnologia e capacidade política suficientes. Resta saber, no entanto, como sugere o autor no epílogo do livro, se está preparada para fazê-lo “em velocidade de tempos de guerra.”

Leia mais: Ideia Socioambiental